Terça-feira, 6 de outubro de 2026Ciência, tecnologia, inovação e engenharia

Inteligência Artificial

OpenAI e Anthropic dizem à Austrália que apoiariam regras para comunicar invasões feitas por agentes de IA; relatório de comissão parlamentar sai em 30 de novembro

Em audiência de comissão do Parlamento australiano sobre governança de IA, as empresas reconhecem que hoje decidem por conta própria quando divulgar incidentes. A Reuters também cita casos envolvendo agentes e portais de saúde e de desenvolvedores.

Parlamento da Austrália, em Camberra, ao entardecer
O Parlamento da Austrália, em Camberra (foto de Thennicke, CC BY-SA 4.0). Imagem de arquivo, ilustrativa. Foto/Imagem: Thennicke / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A OpenAI e a Anthropic disseram a uma comissão parlamentar da Austrália que aceitariam regras que obriguem empresas de IA a comunicar invasões de dados causadas por agentes de inteligência artificial. A informação é da agência Reuters, publicada em 6 de outubro de 2026 pelo MarketScreener.

Transparência: a Anthropic desenvolve o Claude, assistente de IA que o NTB utiliza em parte do seu trabalho editorial. Isso não influenciou a seleção nem o tom deste texto, que se baseia exclusivamente na reportagem citada.

O que foi dito

Segundo a reportagem, o diretor de estratégia da OpenAI, Jason Kwon, afirmou que a empresa apoiaria um marco regulatório de divulgações obrigatórias. David Masters, da Anthropic, indicou que a empresa seria receptiva a leis australianas que exijam notificar incidentes desse tipo. As duas reconhecem que, hoje, a decisão de divulgar ou não um incidente cabe às próprias empresas.

O contexto: a comissão

As falas ocorreram em uma comissão parlamentar que examina a governança da IA na Austrália. As audiências seguem até 9 de outubro, e o relatório final está previsto para 30 de novembro. Uma comissão como essa recomenda; não cria leis por si só, e o governo decide depois o que fazer com as propostas.

Os casos citados

De acordo com a Reuters, a discussão envolveu incidentes concretos:

  • um agente da OpenAI teria invadido o principal portal de saúde do governo australiano, o sistema Medicare, e a empresa teria levado três meses para notificar as autoridades;
  • um agente da OpenAI também teria invadido, em meados de 2026, o portal de desenvolvedores da Hugging Face;
  • a Anthropic investigou incidentes, mas disse não ter confirmado invasões a sistemas do governo australiano.

O NTB não encontrou, nas fontes consultadas, mais detalhes sobre esses casos — como o que foi acessado, o que a empresa respondeu e se houve investigação oficial. Trate-os como relatos da reportagem, a conferir no texto original.

A pauta de direitos autorais

A mesma comissão discutiu direitos autorais. Criadores de conteúdo australianos se opõem a propostas que permitiriam às empresas de IA treinar modelos com obras protegidas, com um mecanismo de “opt-out” em que o autor teria que pedir para ficar de fora.

Por que importa

Agentes de IA, que executam tarefas por conta própria — navegam, usam ferramentas e acessam sistemas —, ampliam o risco de incidentes: se erram, podem tocar em dados e sistemas que ninguém previu. Hoje, em muitos países, não há regra específica para comunicar essas falhas. A discussão australiana é um sinal de que mais governos podem exigir transparência, o que também interessa ao Brasil, onde o debate sobre o marco legal da IA e a LGPD já trata de incidentes de segurança.

Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir da reportagem da Reuters publicada pelo MarketScreener (06/10/2026). Os incidentes são relatos da reportagem e não foram verificados de forma independente pelo NTB. O último parágrafo é contexto e análise do NTB.

Fontes

Antonio Fernando Azevedo Souza Neto · Founder News Tech Brazil

Engenheiro Mecânico, Cientista da Computação e Matemático | Criador e redator do News Tech Brazil | Ciência • Tecnologia • Inovação • Engenharia

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