Espaço
Crew-13 chega à Estação Espacial em cerca de 8 horas e rende a Crew-12, que volta à Terra na terça-feira (6)
Quatro astronautas de NASA, Roscosmos e Agência Espacial Canadense fazem uma missão de seis meses a bordo da ISS; pesquisas incluem tecidos derivados de células-tronco para estudar doenças do coração e Parkinson.
A Crew-13, décima terceira missão operacional da cápsula Crew Dragon para a Estação Espacial Internacional (ISS), decolou em 1º de outubro de 2026, às 11h10 no horário de Nova York (12h10 em Brasília), a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, a partir da plataforma SLC-40 da Estação da Força Espacial no Cabo Canaveral, na Flórida. A cápsula, chamada Grace, acoplou ao módulo Harmony às 19h (20h em Brasília), de forma automática, num trajeto de cerca de oito horas que a Spaceflight Now descreve como recorde.
Quem são os quatro tripulantes
- Jessica Watkins (NASA) — comandante, doutora em geologia, em seu segundo voo espacial;
- Luke Delaney (NASA) — piloto, ex-piloto de testes militar, estreante no espaço;
- Sergey Teteryatnikov (Roscosmos) — engenheiro de voo, ex-oficial de submarinos, estreante;
- Joshua Kutryk (Agência Espacial Canadense) — engenheiro de voo, ex-piloto de testes militar, estreante.
A mistura de agências — americana, russa e canadense — é a marca da ISS: apesar das tensões geopolíticas, a cooperação a bordo continua com tripulações mistas.

Atraso e acoplagem
O voo estava previsto para meados de setembro. Segundo a Spaceflight Now, foi adiado para a troca de uma válvula do sistema de propulsão. Depois da decolagem, o tempo de trânsito até a estação foi de cerca de oito horas — mais curto do que em missões anteriores, de acordo com a publicação.
A volta da Crew-12
A Crew-13 substitui a Crew-12, formada por Jessica Meir e Jack Hathaway (NASA), Sophie Adenot (ESA, agência espacial europeia) e Andrey Fedyaev (Roscosmos), que cumpre uma missão de 235 dias. O desacoplamento está previsto para 5 de outubro, com pouso no Oceano Pacífico em 6 de outubro. Datas de retorno dependem do clima e podem mudar.

O que a missão vai pesquisar
De acordo com o resumo da missão, os experimentos incluem:
- pesquisa sobre doenças do coração e Parkinson, com tecidos derivados de células-tronco;
- estudos de produção de alimentos no espaço;
- investigação de uma anormalidade no fluxo sanguíneo;
- testes de equipamentos de diagnóstico médico.
Também há caminhadas espaciais previstas, a instalação dos últimos painéis solares planejados para a estação e operações com veículos visitantes. A estada será de cerca de seis meses.
Por que importa
As missões de revezamento garantem que a ISS tenha sempre tripulação para manter o laboratório em órbita funcionando. Para a ciência, a microgravidade permite observar como tecidos e células se comportam sem o efeito do peso, o que pode ajudar a entender doenças e testar tratamentos aqui na Terra.
Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir da reportagem da Spaceflight Now (01/10/2026). Horários de Brasília foram convertidos pelo NTB a partir do horário de Nova York (EDT, quatro horas a menos que UTC; Brasília, três). A afirmação de “recorde” de trânsito é da publicação. Datas de retorno da Crew-12 são previsões.
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