Meio Ambiente
Programa de Mudanças Climáticas da FAPESP amplia escopo para saúde, sociedade e políticas públicas
Reformulação para o ciclo 2030–2040 propõe pesquisa orientada a problemas e abordagem “Saúde Única”; hoje, só 4% das propostas são de ciências da saúde.
O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, criado em 2008, está sendo reformulado para o ciclo de planejamento 2030–2040 e passará a integrar dimensões de saúde pública, vulnerabilidade social e apoio à formulação de políticas públicas. A informação é da Agência FAPESP, de 30 de setembro de 2026.
Um desequilíbrio a corrigir
Entre 2020 e 2025, a distribuição das propostas submetidas ao programa foi de 45% em ciências exatas, 4% em ciências da saúde e cerca de 10% em ciências humanas e sociais. A reformulação pretende reduzir essa distância.
O que muda
O programa deixa a organização por disciplinas e passa a ser centrado em problemas, buscando soluções para a crise climática. Um dos coordenadores resumiu a mudança dizendo que a interdisciplinaridade será praticada tanto na pesquisa quanto nas chamadas. A abordagem “Saúde Única” (One Health) liga a saúde humana, animal e ambiental.
Temas prioritários
- Política energética e aspectos socioeconômicos
- Modelagem climática e ambiental
- Biodiversidade e ecossistemas
- Mudanças no uso da terra e na agricultura
- Urbanização e impactos climáticos
- Relações entre clima e saúde
- Dimensões sociais e econômicas
Estão previstas chamadas em conjunto com o programa BIOTA-FAPESP, que tem experiência na formulação de políticas para a biodiversidade. A publicação não informou valores nem prazos de chamadas.
Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir das fontes públicas listadas ao final; datas e números seguem as fontes citadas.
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