Petróleo e Gás
ANP aprova configuração de 501 novos blocos exploratórios na Margem Equatorial
Aprovação não inclui automaticamente as áreas em leilões; avaliação ambiental do Ibama e manifestação conjunta de MME e MMA seguem como etapas obrigatórias.
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, em 2 de outubro de 2026, a configuração de 501 novos blocos exploratórios na Margem Equatorial brasileira. A decisão acrescenta 11 novos setores e cerca de 380 mil quilômetros quadrados, em lâminas d'água acima de 3 mil metros.
Onde ficam
Os blocos estão distribuídos pelas bacias de Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão. A ampliação foi possível depois do reconhecimento, pela ONU em 2025, da extensão da plataforma continental brasileira, segundo a publicação.
Não é um leilão
A própria agência destacou que a aprovação trata da configuração das áreas e não resulta na inclusão automática dos 501 blocos nos editais da Oferta Permanente. Para chegarem a um edital, as áreas precisam passar por avaliação ambiental do Ibama e por manifestação conjunta dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A diretora Symone Araújo apontou esse processo ambiental como o principal desafio para incluir novos blocos na região.
Contexto
Em junho, a ANP já havia aprovado o estudo de 86 blocos para futuros leilões da Oferta Permanente, dos quais 61 na Margem Equatorial. O sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão está marcado para 7 de outubro, conforme divulgado pela agência naquele mês.
Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir das fontes públicas listadas ao final; datas e números seguem as fontes citadas.
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