Segunda-feira, 5 de outubro de 2026Ciência, tecnologia, inovação e engenharia

Solar

Sirius ganha plataforma para observar células solares em funcionamento em escala nanométrica

Instrumento da linha Carnaúba, no CNPEM, estuda células gerando energia sob luz, calor e umidade, com foco na degradação da perovskita.

Entrada do laboratório do acelerador Sirius, no CNPEM, em Campinas
Entrada do Sirius, acelerador de luz síncrotron do CNPEM, em Campinas (imagem de arquivo). Foto/Imagem: Tex.Bold / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, apresentaram uma nova plataforma que permite observar células solares completas gerando eletricidade em condições reais de operação. O instrumento foi instalado na linha de luz Carnaúba, uma das 12 do acelerador Sirius, na estação Tarumã. A reportagem da Agência FAPESP é de 2 de outubro de 2026.

O que muda

Em vez de analisar amostras isoladas em laboratório, a plataforma reproduz a exposição diária a luz, calor e umidade enquanto a célula funciona. A técnica é a nanoscopia de raios X duros, com feixe focalizado em cerca de 200 nanômetros, combinando difração (estrutura cristalina), fluorescência (mapa dos elementos químicos) e espectroscopia de absorção (estado químico e ligações).

Detalhes técnicos

  • Controle de temperatura de 30 a 150 °C (até 300 °C em amostras sem substrato condutor), com a meta atingida em menos de dois minutos.
  • Estabilidade de posição: deslocamento vertical de até 5 micrômetros e horizontal de até 1 micrômetro em uma variação de 120 °C.
  • Área de aquecimento de 3 × 3 milímetros, com variação de 0,85 °C a 150 °C.
  • Suporte em liga de titânio com elementos flexíveis e desacoplamento térmico, que mantém a amostra no lugar enquanto o material se dilata.

Por que importa

O trabalho, descrito no artigo “Visualizing solar cells at work”, publicado em agosto de 2026 na Photon Science, tem o primeiro autor Rodrigo Szostak. A ferramenta busca entender os mecanismos de degradação das células de perovskita, correlacionando mudanças estruturais em escala nanométrica com o desempenho do dispositivo, o que pode ajudar a desenvolver painéis mais baratos, eficientes e duráveis.

Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir das fontes públicas listadas ao final; datas e números seguem as fontes citadas.

Estudo científico

Publicação
Photon Science
Pesquisadores
Rodrigo Szostak (primeiro autor)

Fontes

Redação NTB · Ciência, tecnologia, inovação e engenharia

Conteúdo elaborado pela equipe do News Tech Brazil a partir de fontes públicas, com apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisão editorial. Todas as matérias listam suas fontes.

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