Energia
AXIA Energia amplia uso de drones para inspecionar subestações e prevê chegar a 150 ativos em quatro anos, com investimento de R$ 28 milhões
Pilotos em Jacarepaguá (RJ) e Foz do Iguaçu (PR) usam drones com câmera térmica, voo além da linha de visão e base de recarga automática. A ANAC autorizou a empresa a treinar seis operadores.
Subir em estruturas energizadas para inspecionar equipamentos é uma das tarefas mais arriscadas da manutenção elétrica. A AXIA Energia está trocando parte desse trabalho por drones: em comunicado de 5 de outubro de 2026, a empresa informou que avança no uso das aeronaves para inspecionar subestações e prevê expandir a tecnologia para 150 ativos ao longo de quatro anos, com investimento de R$ 28 milhões. A informação é da própria empresa, que se descreve como a maior companhia de energia renovável do Hemisfério Sul.
O que os drones fazem
As inspeções são remotas. Segundo o texto, as aeronaves usam câmeras térmicas e de zoom para registrar detalhes dos equipamentos, geram modelos 3D de alta precisão das subestações e operam com BVLOS (Beyond Visual Line of Sight), o voo além da linha de visão do piloto.
- Autonomia: até 50 minutos por voo;
- Base de recarga automática para os drones;
- Operação remota por profissionais certificados;
- Integração com BIM (Modelagem da Informação da Construção), isto é, com a representação digital das instalações.
Onde está funcionando
O projeto-piloto opera em duas subestações: Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e Foz do Iguaçu, no Paraná. A meta é levar a tecnologia a 150 ativos em quatro anos.
Ganhos citados
- menor exposição dos trabalhadores a riscos;
- prevenção de falhas de inspeção;
- possibilidade de inspeções noturnas;
- decisões de manutenção mais rápidas.
Um dos usos mais comuns da imagem térmica é identificar pontos quentes em conexões e equipamentos — sinal de mau contato ou sobrecarga — antes que causem falha ou desligamento. O comunicado não detalha esse uso; é contexto geral do NTB.
Autorização e declarações
A AXIA obteve da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) autorização para treinar seis operadores de drones BVLOS. O diretor de Centros Digitais, Lucas Pinz, afirmou que o programa mostra como inovação e tecnologia podem melhorar eficiência e segurança. O diretor de Segurança Operacional, Mario Ellis, destacou o uso de drones telecomandados para tornar as operações mais seguras.
O que o comunicado não informa
Não há números de redução de acidentes, de tempo ou de custo em comparação com a inspeção manual, nem dados sobre quantas inspeções já foram feitas. Os ganhos são, por ora, objetivos declarados e benefícios esperados. Também não está claro quantas das 150 instalações são subestações e quantas são outros ativos.
Por que importa
O Brasil tem uma das maiores redes de transmissão do mundo, com milhares de subestações e de linhas. Automatizar inspeções com drones e modelos digitais é uma tendência do setor elétrico, que tenta manter a confiabilidade de um sistema cada vez mais exigido pela entrada de energia solar e eólica.
Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir de comunicado da AXIA Energia (05/10/2026). As informações são da empresa e não foram verificadas de forma independente. As afirmações sobre imagem térmica e sobre o sistema elétrico brasileiro são contexto geral do NTB.
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