Energia
PNE 2055: demanda de energia pode até dobrar e investimentos chegam a R$ 2 trilhões, projeta governo
Plano apresentado por MME e EPE prevê consumo de eletricidade até quatro vezes maior e coloca redes de transmissão e armazenamento como principal desafio.
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentaram, em 30 de setembro de 2026, as projeções do Plano Nacional de Energia 2055 (PNE 2055). O documento estima que a demanda de energia do país cresça de 1,6 a 2 vezes em 30 anos, enquanto o consumo de eletricidade pode quadruplicar, puxado por veículos elétricos, data centers e produção de hidrogênio.
Matriz e investimentos
As fontes renováveis poderiam passar de 80% da matriz energética, e a oferta total de energia poderia dobrar até 2055. A expansão exigiria investimentos de até R$ 2 trilhões, dos quais cerca de R$ 600 bilhões em transmissão, em torno de R$ 300 bilhões em bioenergia e aproximadamente R$ 40 bilhões, no longo prazo, em captura e armazenamento de carbono associado à bioenergia (BECCS).
Redes e armazenamento
O plano projeta um acréscimo de 180 mil a 390 mil quilômetros de linhas de transmissão e de 330 a 800 GVA em capacidade de transformação, o que levaria o Sistema Interligado Nacional a ter de duas a três vezes o tamanho atual. O documento destaca que o desafio central deixou de ser a capacidade de geração e passou a ser a entrega confiável da energia, o que exige ampliar redes, armazenamento e tecnologias de controle.
Nota da redação: texto elaborado pelo NTB a partir das fontes públicas listadas ao final; datas e números seguem as fontes citadas.
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